And I don't always smell like strawberries and cream
But look at how
I'm taking the make-up off my face
Before I forget who I am now
I'm not here to let you down
But the costume makes the clown
It's just life's anatomy
Don't be so hard
Don't be so hard on this
It's your turn now
Your turn now...
To cheat on me
Shakira - Costume Makes the Clown (in: Oral Fixation vol. 2)
http://www.4shared.com/file/35638096/e1a1056f/10_10_Costume_Makes_the_Clown.html?s=1
10.11.09
6.11.09
Tudo faz sentido agora
"Qualquer pessoa minimamente pedante sabe que o grande segredo da inteligência é cultuar tudo que é incompreensível, fingindo que faz sentido."
Polly in http://tedouumdado.com.br visitado em 06/11/2009 às 21h
Polly in http://tedouumdado.com.br visitado em 06/11/2009 às 21h
31.10.09
This Is It
Eu não chorei. Aquele aperto no peito é mais pesado que o choro. Tinha tudo pra ter um final feliz. É o lembrar tudo que poderia ter sido e que não foi.
O ponto maravilhoso desse documentário é a falta de detalhes pessoais: o diretor tinha como pretensão mostrar, sempre mostrar sem contar, todo o trabalho artístico da turnê e, claro, do próprio Michael. Quem procurou assistir ao filme para ver polêmica e fofocas perdeu tempo e dinheiro. Finalmente alguém conseguiu mostrar o quanto MJ era maior que todos os escândalos, maior que a opinião pública. Era, definitivamente, um músico, um bailarino. Um artista. Sabia exatamente o que estava fazendo. Em termos artísticos, claro.
O ponto maravilhoso desse documentário é a falta de detalhes pessoais: o diretor tinha como pretensão mostrar, sempre mostrar sem contar, todo o trabalho artístico da turnê e, claro, do próprio Michael. Quem procurou assistir ao filme para ver polêmica e fofocas perdeu tempo e dinheiro. Finalmente alguém conseguiu mostrar o quanto MJ era maior que todos os escândalos, maior que a opinião pública. Era, definitivamente, um músico, um bailarino. Um artista. Sabia exatamente o que estava fazendo. Em termos artísticos, claro.
23.10.09
Do conformismo do homem na sociedade de consumo frankfurtiana ou Viva la Revolución
De sorrir por dentro
iluminam-se os céus;
De chorar por dentro
iluminam-se os céus.
Porquanto o respirar atrai outro respirar
e neste o pensamento em nada influi.
Mas do respirar do pensamento,
ou devora-os a penumbra em trevas.
iluminam-se os céus;
De chorar por dentro
iluminam-se os céus.
Porquanto o respirar atrai outro respirar
e neste o pensamento em nada influi.
Mas do respirar do pensamento,
do chorar e do sorrir,
iluminam-se os céusou devora-os a penumbra em trevas.
22.10.09
13.10.09
Liberdade de andar de bermuda por aí.
Às vezes eu acho que o machismo é tão grande e controlador que até o feminismo, o feminino e o femismo se submetem ao poder gramatical e social do masculino.
8.10.09
Continuidade dos Parques
Começara a ler o romance dias antes. Abandonou-o por negócios urgentes, voltou à leitura quando regressava de trem à fazenda; deixava-se interessar lentamente pela trama, pelo desenho dos personagens. Nessa tarde, depois de escrever uma carta a seu procurador e discutir com o capataz uma questão de parceria, voltou ao livro na tranqüilidade do escritório que dava para o parque de carvalhos. Recostado em sua poltrona favorita, de costas para a porta que o teria incomodado como uma irritante possibilidade de intromissões, deixou que sua mão esquerda acariciasse , de quando em quando, o veludo verde e se pôs a ler os últimos capítulos. Sua memória retinha sem esforço os nomes e as imagens dos protagonistas; a fantasia novelesca absorveu-o quase em seguida. Gozava do prazer meio perverso de se afastar, linha a linha, daquilo que o rodeava, a sentir ao mesmo tempo que sua cabeça descansava comodamente no veludo do alto respaldo, que os cigarros continuavam ao alcance da mão, que além dos janelões dançava o ar do entardecer sob os carvalhos. Palavra por palavra, absorvido pela trágica desunião dos heróis, deixando-se levar pelas imagens que se formavam e adquiriam cor e movimento, foi testemunha do último encontro na cabana do mato. Primeiro entrava a mulher, receosa; agora chegava o amante, a cara ferida pelo chicotaço de um galho. Ela estancava admiravelmente o sangue com seus beijos, mas ele recusava as carícias, não viera para repetir as cerimônias de uma paixão secreta, protegida por um mundo de folhas secas e caminhos furtivos, o punhal ficava morno junto a seu peito, e debaixo batia a liberdade escondida. Um diálogo envolvente corria pelas páginas como um riacho de serpentes, e sentia-se que tudo estava decidido desde o começo. Mesmo essas carícias que envolviam o corpo do amante, como que desejando retê-lo e dissuadi-lo, desenhavam desagradavelmente a figura de outro corpo que era necessário destruir. Nada fora esquecido: impedimentos, azares, possíveis erros. A partir dessa hora, cada instante tinha seu emprego minuciosamente atribuído. O reexame cruel mal se interrompia para que a mão de um acariciasse a face do outro. Começava a anoitecer.
Já sem olhar, ligados firmemente á tarefa que os aguardava, separaram-se na porta da cabana. Ela devia continuar pelo caminho que ia ao Norte. Do caminho oposto, ele se voltou um instante para vê-la correr com o cabelo solto. Correu por sua vez, esquivando-se de árvores e cercas, até distinguir na rósea bruma do crepúsculo a alameda que o levaria à casa. Os cachorros não deviam latir e não latiram. O capataz não estaria àquela hora, e não estava. Pelo sangue galopando em seus ouvidos chegavam-lhe as palavras da mulher: primeiro uma sala azul, depois uma varanda, uma escadaria atapetada. No alto, duas portas. Ninguém no primeiro quarto, ninguém no segundo. A porta do salão, e então o punhal na mão, a luz dos janelões, o alto respaldo de uma poltrona de veludo verde, a cabeça do homem na poltrona lendo um romance.
Já sem olhar, ligados firmemente á tarefa que os aguardava, separaram-se na porta da cabana. Ela devia continuar pelo caminho que ia ao Norte. Do caminho oposto, ele se voltou um instante para vê-la correr com o cabelo solto. Correu por sua vez, esquivando-se de árvores e cercas, até distinguir na rósea bruma do crepúsculo a alameda que o levaria à casa. Os cachorros não deviam latir e não latiram. O capataz não estaria àquela hora, e não estava. Pelo sangue galopando em seus ouvidos chegavam-lhe as palavras da mulher: primeiro uma sala azul, depois uma varanda, uma escadaria atapetada. No alto, duas portas. Ninguém no primeiro quarto, ninguém no segundo. A porta do salão, e então o punhal na mão, a luz dos janelões, o alto respaldo de uma poltrona de veludo verde, a cabeça do homem na poltrona lendo um romance.
CORTAZAR, Julio. Final do jogo.
Trad. Remy Gorja Filho.
Rio de Janeiro, Ed. Expressão e Cultura, 1971.
Trad. Remy Gorja Filho.
Rio de Janeiro, Ed. Expressão e Cultura, 1971.
--------
(Não, eu ainda não consegui superar...)
29.9.09
Memento mori
Eat
drink
and be merry
For tomorrow you may be
dead.
http://www.4shared.com/file/136363645/252be353/11_MEMENTO_MORI.html
drink
and be merry
For tomorrow you may be
dead.
http://www.4shared.com/file/136363645/252be353/11_MEMENTO_MORI.html
(The Bastard Fairies)
28.9.09
Aula Final
Sacou da mochila puída a arma mortal. Sete balas atigiram-o marcando a carne em arranhões, cortes secos e ensanguentados. A dor infligida ardia no outro, o fogo desconhecido e indomável do Eu tocando com as pontas dos dedos avermelhadas o Eu-outro, negação complementar do Eu-eu.
Ciente, a partir de agora, do não-indivíduoelementar conjunto ao universo irresistivelmente irrestrito, guardou as páginas cortantes manchadas do sangue metafísico.
Ciente, a partir de agora, do não-indivíduoelementar conjunto ao universo irresistivelmente irrestrito, guardou as páginas cortantes manchadas do sangue metafísico.
18.9.09
Sonhos
SEGISMUNDO:
| Es verdad; pues reprimamos |
| esta fiera condición, |
| esta furia, esta ambición |
| por si alguna vez soñamos. |
| Y sí haremos, pues estamos |
| en mundo tan singular, |
| que el vivir sólo es soñar; |
| y la experiencia me enseña |
| que el hombre que vive sueña |
| lo que es hasta despertar. |
| Sueña el rey que es rey, y vive |
| con este engaño mandando, |
| disponiendo y gobernando; |
| y este aplauso que recibe |
| prestado, en el viento escribe, |
| y en cenizas le convierte |
| la muerte (¡desdicha fuerte!); |
| ¡que hay quien intente reinar, |
| viendo que ha de despertar |
| en el sueño de la muerte! |
| Sueña el rico en su riqueza |
| que más cuidados le ofrece; |
| sueña el pobre que padece |
| su miseria y su pobreza; |
| sueña el que a medrar empieza, |
| sueña el que afana y pretende, |
| sueña el que agravia y ofende; |
| y en el mundo, en conclusión, |
| todos sueñan lo que son, |
| aunque ninguno lo entiende. |
| Yo sueño que estoy aquí |
| destas prisiones cargado, |
| y soñé que en otro estado |
| más lisonjero me vi. |
| ¿Qué es la vida? Un frenesí. |
| ¿Qué es la vida? Una ilusión, |
| una sombra, una ficción, |
| y el mayor bien es pequeño; |
| que toda la vida es sueño, |
| y los sueños, sueños son. ("La vida es sueño", Pedro Calderón de La Barca) |
6.9.09
Block
Nem ligo. Não faz diferença. Nunca me importei. Não mesmo. Nunquinha. Como se fosse me afetar... Como se eu não soubesse...
- Uma mentira contada muitas, diversas, infinitas, milhares, milhões de vezes torna-se uma verdade.
Nem sempre.
- Uma mentira contada muitas, diversas, infinitas, milhares, milhões de vezes torna-se uma verdade.
Nem sempre.
30.7.09
Tédio
Horas em que um espírito artístico o embala. O ócio pode, enfim, torná-lo e tornar-se criativo. E pela última vez um bloqueio, a aversão (talvez ao que é produtivo e que por fim se revelará pouco útil). Ou o medo, puramente. Medo do incompreensível, do indelével e da criatura. Ou a simples carência da criação em um mundo reativo que joga ao seu curriculum a proatividade com tanta segurança de um aperto de mãos firmemente ilusionista como se fosse puxar de seus bolsos um coelho fofucho como de espuma e azul, o diferencial tão buscado do -sejaproativo.
O espírito artístico mais uma vez embala um processo estático que se debate de um lado a outro numa jaula de resistência em busca de um novo processo de livramento. Extático dessa vez.
O espírito artístico mais uma vez embala um processo estático que se debate de um lado a outro numa jaula de resistência em busca de um novo processo de livramento. Extático dessa vez.
28.7.09
S. Petersburgo e Leningrado
Comunistas says:
Aqui não pode mexer a bunda de um lado para o outro, vestir-se com frivolidade, dançar numa barra, saudar alegremente as lésbicas. É preciso se vestir com recato, cantar de forma melódica e lembrar as regras morais.

Deve ser conservadorismo tradicionalista pós-gripe suína, não?
Aqui não pode mexer a bunda de um lado para o outro, vestir-se com frivolidade, dançar numa barra, saudar alegremente as lésbicas. É preciso se vestir com recato, cantar de forma melódica e lembrar as regras morais.

Deve ser conservadorismo tradicionalista pós-gripe suína, não?
21.7.09
Rondó do Cavalo Manco
Minha terra tem Palmas-TO
Onde canta a banda Calypso.
...
Calypsooooooooou!
(Marian featuring Maitê in IEL1 - A angústia)
Onde canta a banda Calypso.
...
Calypsooooooooou!
(Marian featuring Maitê in IEL1 - A angústia)
11.7.09
We're off
Siga a estrada de tijolos amarelos. Siga a estrada de tijolos amarelos.
Siga, siga, siga, siga,
Siga a estrada de tijolos amarelos.
Siga a estrada de tijolos, siga a estrada de tijolos,
Siga a estrada de tijolos amarelos.
Estamos indo ver o mágico, o maravilhoso mágico de Oz
Você descobrirá que ele é o mais sábio entre os sábios! Se é que já houve um sábio algum dia! Se é que realmente houve um sábio algum dia!
O mágico de Oz é único por causa,
por causa, por causa, por causa, por causa, por causa
por causa das coisas maravilhosas que ele faz.
Siga, siga, siga, siga,
Siga a estrada de tijolos amarelos.
Siga a estrada de tijolos, siga a estrada de tijolos,
Siga a estrada de tijolos amarelos.
Estamos indo ver o mágico, o maravilhoso mágico de Oz
Você descobrirá que ele é o mais sábio entre os sábios! Se é que já houve um sábio algum dia! Se é que realmente houve um sábio algum dia!
O mágico de Oz é único por causa,
por causa, por causa, por causa, por causa, por causa
por causa das coisas maravilhosas que ele faz.
10.7.09
sexta-feira variática chuvosa
9.7.09
Sono
iu onli ci uatior ais uantchuci
rau quen laife bi uatchuanitchubi
iôr frozen uen ior rart is noropen
iôr sou consumed uif rau mãtchi iu guéti
iu ueisti iór taime uif reitchenruigréti
iôr frozen uen ior rart is noropen
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
ifai cud mélti iór rart
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
uinever bi apart
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
guiviorself tchu mi
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
iu...rold...dequi
rau quen laife bi uatchuanitchubi
iôr frozen uen ior rart is noropen
iôr sou consumed uif rau mãtchi iu guéti
iu ueisti iór taime uif reitchenruigréti
iôr frozen uen ior rart is noropen
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
ifai cud mélti iór rart
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
uinever bi apart
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
guiviorself tchu mi
mmmmmmmmmmmmm mmmmmmm mmmmmmm mmmmmm
iu...rold...dequi
5.7.09
mer girl
and the ground gave way beneath my feet
the earth took me in her arms
leaves covered my face
ants marched across my back
the black sky opened up
blinding me
I ran to the forest
I ran to the trees
I ran and I ran
I was looking for me
and I smelled her burning flesh
her rotting bones
her decay
I ran and I ran
I'm still running away
the earth took me in her arms
leaves covered my face
ants marched across my back
the black sky opened up
blinding me
I ran to the forest
I ran to the trees
I ran and I ran
I was looking for me
and I smelled her burning flesh
her rotting bones
her decay
I ran and I ran
I'm still running away
(madonna. ray of light, #13)
30.6.09
Cor[r]es criançamente
Comprei giz de cera
pra desenhar no muro estrelado
kolodyamente estrela,
e aquele olho-único me verdeamente observa
soprando entredentes tire o negro do corvo;
e muita cola bastão
dez gramas sem toxinas
-perdão pela rima-
para colar meu coração
em pasta catálogo, cinquenta plásticos-folha.
pra desenhar no muro estrelado
kolodyamente estrela,
e aquele olho-único me verdeamente observa
soprando entredentes tire o negro do corvo;
e muita cola bastão
dez gramas sem toxinas
-perdão pela rima-
para colar meu coração
em pasta catálogo, cinquenta plásticos-folha.
29.6.09
Assinar:
Postagens (Atom)
